Jogando o Jogo Igreja



So you don't like

A essa altura do campeonato, está consumado o fato de que a igreja, como a conhecemos, não atende às expectativas primárias dos desejosos em encontrar os resgatados do Senhor Jesus e, com eles, viverem em comunhão vertical com o Criador e em harmonia compatível às pessoas portadoras do amor ágape.

No livro “Por que você não quer mais ir à igreja?” de Wayne Jacobsen e Dave Coleman que, usando palavras encontradas sob a mesa de trabalho do Brabo, não me cativou até encontrar a segunda capa, há um bom momento quando aparece a expressão “jogar o jogo Igreja”. Mais à frente, perdem-se em loquacidades frívolas, ao tentarem detalhar o que já havia sido brilhantemente definido.
triângulo dos jogos
Adepto contumaz da AT (Análise Transacional), uma das heranças dos tempos com Zenon Lotufo Jr., também muito utilizada por Anselm Grunn e John Powell, definir o estado atual da igreja como um jogo psicológico soa como música em meus ouvidos. Ali estão líderes e liderados na dança do jogo onde estão as cadeiras denominadas vítima, salvador e perseguidor. O jogo se dá com a alternância dos participantes pelas cadeiras. Hora sou a vítima e o pastor o salvador, para logo me tornar em perseguidor transformando o pastor em vítima e vice-versa. Segundo Eric Berne, criador da AT e autor do excelente e indispensável livro “Os Jogos da Vida”, entre outros, os jogos psicológicos sempre acabam mal.

Sei que alguns psicólogos, provavelmente os mais bem preparados que conseguiram romper a linha divisória entre a imaturidade e a maturidade profissional, devem estar delirando agora, ao depararem com minha sucumbente abordagem psicológica para o problema igreja. Mas o Prêmio Nobel da boa sacada deve ser entregue aos autores Jacobsen e Coleman por cunharem a definição tão acertada e expressiva.

Lou Mello, no blog A Gruta do Lou

1 comentários:

waltermir disse...

é engraçado como algumas pessoa se apegam á letra e não ao conteúdo, é claro e obvio que se trata de uma ficcão no sentido de os personagens serem criados, mas mesmo assim retrata fielmente o que algumas pessoas sentem ou sempre sentiram com relação ás igrejas tradicionais ou ás milhares que surgem todo dia, que Deus não habita em contruçôes feitas por mãos humanas,e outra se pegarem todas as parabolas de jesus alguns vão dizer que não passa de ficcão.